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Enxerto Ósseo

Toda as vezes que perdemos um dente seja por um acidente, trauma, doença periodontal (gengival), cáries ou problemas de canal, temos o fenômeno de reabsorção óssea, ou seja, o tecido que envolvia e sustentava o dente é reabsorvido (o próprio organismo o remove), parcialmente devido ao problema que causou a perda do dente e posteriormente a extração existe uma reabsorção fisiológica (natural) do rebordo alveolar (local onde o dente estava fixado no osso da maxila ou mandíbula). Esse processo pode gerar dificuldades para fazer a instalação de implantes, além de poder prejudicar o resultado estético e funcional do mesmo. Sendo assim, existem técnicas atualmente que nos ajudam a restabelecer esse contorno ósseo (reconstruir os tecidos que foram perdidos), permitindo que o implante seja instalado na posição correta e também auxiliando no resultado estético final.

Dessa forma, podemos dizer que a falta de espessura óssea suficiente para se colocar implantes tradicionais de 3,75 mm de diâmetro é um problema bastante frequente no dia a dia do especialista em Implantodontia e os enxertos ósseos são uma solução eficaz e segura para estes casos, já que é um procedimento para pacientes que não possuem a quantidade óssea adequada para a realização dos implantes dentários.
Portanto, a finalidade do enxerto ósseo é aumentar a altura e/ou espessura do osso no local do procedimento para permitir a instalação do implante e também favorecer o resultado estético e funcional do mesmo.

Existem diversos tipos de enxertos ósseos, os mais utilizados são:

1-Enxerto autógeno: o osso utilizado é da própria pessoa. Nesse caso se faz necessária a remoção de tecido ósseo de áreas da boca ou outras partes do corpo. A primeira escolha é de regiões da própria boca do paciente, mas existem limitações quanto a quantidade a ser removida de enxerto. Sendo assim, existem situações que é necessária a de remoção de osso da região ilíaca (bacia), calota craniana ou tíbia. O grande inconveniente dessa técnica é a limitação de quantidade e a necessidade de intervenção na área doadora, o que causa grande desconforto pós operatório ao paciente.
2-Enxerto homólogo: esse enxerto possui origem humana, ou seja, é um osso da mesma espécie, porém de outra pessoa. É um transplante ósseo de doadores da banco de tecidos. No Brasil é uma prática legalizada, regulamentada pelo Sistema Nacional de Transplantes. As maiores vantagens desse tipo de enxerto são a quantidade ilimitada de tecido (pode ser utilizada a quantidade óssea desejada e necessária para a reconstrução adequada) e não é necessária uma área doadora do próprio paciente, evitando desta forma a recuperação de outra região do corpo que não seja a boca.
3-Osso liofilizado: é um osso de origem bovina industrializado. Existem várias marcas no mercado, possui muito estudo científico, mas existem algumas limitações com relação a grandes reconstruções de tecido. Pode ser uma excelente solução quando bem indicado e possui base na Regeneração Tecidual Guiada.

Portanto, quando o paciente deseja colocar implantes, é necessária uma avaliação prévia criteriosa por um profissional especialista na área de cirurgia oral e implantes para fazer o correto diagnóstico da necessidade de se fazer enxerto ósseo antes ou simultaneamente com a instalação dos implantes. Para isso, serão necessários exames clínicos, radiográficos e tomográficos para um correto diagnóstico e planejamento.

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