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Tratamento Gengival ou Periodontia

Periodontia ou tratamento gengival é a especialidade da odontologia que tem como objetivos principais:

1. Tratamento e controle de processos inflamatórios e infecciosos relacionados a todos os tecidos que sustentam os dentes na boca (gengiva, ligamento periodontal, osso e cemento)

2. Tratamentos corretivos como excesso ou retração de gengiva, enxertos e regenerações teciduais, realizando procedimentos “plásticos gengivais”, que é a especialidade da Dra. Simone Magalhães.

1. Processos Inflamatórios e Infecciosos:

A placa bacteriana é um aglomerado de bactérias, saliva e resíduos alimentares (massa esbranquiçada) que se forma diariamente, nos dentes de todas as pessoas. Ela também é responsável pelo aparecimento de cáries, infiltrações de restaurações e mau hálito persistente.

Se a placa bacteriana não for removida adequadamente, com o tempo ela torna-se calcificada. O cálculo dental ou tártaro nada mais é do que a placa bacteriana que se acumulou por um tempo longo e endureceu (calcificou).

Esse tipo de resíduo não é mais removido com a escova e fio/ fita dental, necessitando de instrumentos específicos para sua eliminação da superfície dental e ou radicular.

O cálculo dental, assim como a placa bacteriana, também prejudica a gengiva e todos os tecidos de suporte do dente. Quando perdemos os tecidos que sustentam os dentes na boca, eles começam a ficar amolecidos.

Esse processo é progressivo, indolor e, quando não tratado, pode levar a perda do dente.

A doença periodontal pode acontecer por uma série de fatores, como a má higiene, o fumo, o stress, a baixa imunidade, genética, maus hábitos alimentares, entre outros, ocorrendo a princípio a inflamação gengival decorrente da agressão de inúmeras bactérias diferentes (placa bacteriana).

A inflamação gengival na fase inicial é chamada de Gengivite, e o que pode ser observado é um inchaço (edema), sangramento e vermelhidão da gengiva. Um fator muito importante a ser observado é que a doença gengival, na grande maioria dos casos, não dói e a pessoa não sabe que está com um problema inflamatório. Se nenhum tratamento odontológico for feito, a gengivite pode evoluir para um processo inflamatório crônico e tornar-se

Periodontite. Nesta etapa, a doença já atingiu o osso e o ligamento periodontal que sustenta e suporta os dentes na boca, provocando a reabsorção destes tecidos. A periodontite apresenta-se em três níveis crescentes:

1. Periodontite Leve: a perda óssea ainda é inicial e acomete até 1/3 do comprimento da raiz do dente. Nesta fase da doença, é necessária a realização do Tratamento Periodontal (diferente de limpeza), para remover tártaro (cálculos) e placa bacteriana que ficam acumulados na coroa dos dentes (parte do dente que é visível) e nas raízes (logo abaixo da gengiva). O procedimento consiste em remover e descontaminar ao máximo todos os dentes, minimizando a adesão de novas bactérias.

2. Periodontite Moderada: a perda óssea acomete até 2/3 do comprimento da raiz do dente e deve ser tratada da mesma forma que a periodontite leve, isto é, realização do Tratamento Periodontal (diferente de limpeza), para remover tártaro (cálculos) e placa bacteriana que ficam acumulados na coroa dos dentes (parte do dente que é visível) e nas raízes (logo abaixo da gengiva). O procedimento consiste em remover e descontaminar ao máximo todos os dentes, minimizando a adesão de novas bactérias. Neste caso, dependendo do nível da perda óssea e dente em questão, pode haver a necessidade de intervenção cirúrgica para raspagem subgengival. Em muitos casos, nesta fase da doença a mobilidade dentária e o risco de perda dental pode ser grande .

3. Periodontite Severa: a perda óssea já ultrapassou dos 2/3 do comprimento da raiz e dificilmente existe reversibilidade, pois mesmo realizando um tratamento periodontal, não crescerá osso novamente para fixar os dentes na boca e a mobilidade dos dentes é muito grande. Nestes casos é necessário a extração do(s) dente(s).É importante ressaltar que para que haja o controle efetivo da doença, além do tratamento periodontal feito pelo profissional, o paciente deve realizar uma excelente higiene oral diária, orientada pela dentista, e comparecer às consultas periódicas de acompanhamento e manutenção periodontal. A boa notícia é que a inflamação nos estágios iniciais (gengivite) tem cura e a doença periodontal pode ser controlada.

Principais Sinais e sintomas:

  • - Gengivas que sangram facilmente, durante a escovação ou uso do fio/ fita dental.
  • - Gengivas vermelhas, inchadas ou flácidas.
  • - Gengivas que se afastam dos dentes.
  • - Mau hálito persistente.
  • - Presença de secreção purulenta entre os dentes e as gengivas.
  • - Mudança de posição ou mobilidade dentária.
  • - Alteração no encaixe dos dentes entre si quando você morde.
  • - Possui problemas cardíacos ou respiratórios, diabetes, ou osteoporose.
  • - Se seus dentes aparentam estar mais curtos ou o seu sorriso mostra muito a sua gengiva.
  • - Se seus dentes aparentam estar mais longos ou com maior sensibilidade ao frio ou ao calor.
  • - Presença de manchas ou depósitos de tártaro na superfície de seus dentes, principalmente próximo a gengiva.
  • - Se você fuma ou ingere bebidas alcoólicasUm fator muito importante a ser observado é que a doença gengival, na grande maioria dos casos, não dói e a pessoa não sabe que está com um problema na boca.

Como o tratamento é realizado?

Tudo irá depender do estágio da doença: Gengivite, Periodontite Leve, Moderada ou Severa. Em todos os casos é necessária a remoção da placa bacteriana e ou cálculo gengival (tártaro) aderidos, através de raspagem, alisamento das raízes e polimento dos dentes, com diversos equipamentos especiais. Quando a perda óssea é muito grande e os instrumentos de raspagem não atingem toda área da raiz comprometida, os procedimentos cirúrgicos são indicados para conseguir ter acesso às regiões profundas e descontaminá-las. No caso da periodontite severa dificilmente existe reversibilidade, pois mesmo realizando um tratamento periodontal, não crescerá osso novamente para fixar os dentes na boca e a mobilidade dos dentes é muito grande. Desta forma é necessária a extração do(s) dente(s).

E possível prevenir esta doença?

Na grande maioria dos casos, a causa da doença é devido a bactérias e a prevenção deve ser feita removendo a placa bacteriana através da correta higienização bucal diária doméstica, com uso de escova dental, fio ou fita dental, escova interdental e raspador lingual, além das manutenções periodontais periódicas feitas pelo dentista. Se a causa for genética, baixa imunidade, entre outras, o paciente deve seguir a orientação do profissional para a prevenção adequada.

2. Procedimentos Periodontais Plásticos e Regenerativos:

1. Excesso Gengival:

A gengiva em excesso pode estar presente em diversas situações e muitos pacientes adultos podem queixar-se de “dentes pequenos” (sorriso “infantilizado” por lembrarem dentes de leite) ou por mostrar muita gengiva ao sorrir, o que torna o sorriso menos estético e agradável. Muitas vezes, existe bastante esmalte dental recoberto por gengiva e boa parte do dente encontra-se “escondido”.

Para resolver este problema estético, é preciso a avaliação de um profissional especialista (periodontista) e um diagnóstico correto a fim de serem realizados procedimentos de plástica gengival, onde será feito o recontorno da gengiva, removendo o excesso da mesma que cobre o(s) dente(s) e proporcionando um tamanho mais adequado e harmonioso dos mesmos.

Existem casos onde a gengiva aumenta de tamanho devido à inflamação (hiperplasia gengival) e sendo assim, também há indicação para a remoção do excesso gengival.

A plastia gengival ou plástica gengival é um procedimento estético e seguro, que exige muito conhecimento do dentista (periodontista) sobre as estruturas envolvidas (gengiva e osso), além de extrema habilidade e experiência para efetuar o correto recontorno gengival, pois em alguns casos é necessário também o recontorno ósseo, promovendo um novo “desenho” da arquitetura da gengiva.

2. Retração Gengival:

A retração (recessão) gengival é um problema que afeta grande parte da população e é caracterizada pela exposição da raiz de um ou mais dentes, deixando-os muitas vezes sensívels e susceptíveis a cáries.

Geralmente a retração gengival ocorre em pessoas que têm a espessura gengival fina ou média e é a consequência da inflamação da mesma, seja por acúmulo de placa bacteriana, força excessiva durante a escovação dos dentes ou uso de escovas com cerdas duras ou mesmo médias.

O tratamento indicado para a retração gengival é o recobrimento radicular associado ou não a Restauração da cor dos dentes com resina composta . Uma avaliação criteriosa deve ser realizada para analisar a indicação do procedimento de recobrimento radicular e necessidade do uso de enxerto, para aumentar a espessura do tecido gengival, a fim de prevenir e ou minimizar retrações recorrentes, após o recobrimento. Há casos que não possuem indicação para o procedimento de recobrimento radicular e desta forma pode-se avaliar a indicação de restauração da cor dos dentes com resina composta para minimizar a sensibilidade e prevenir o aparecimento de cáries.

Além disso, a técnica de higienização e o tipo de escova devem ser reavaliados e, se necessário, modificados para prevenir o surgimento, reaparecimento ou aumento das retrações gengivais.

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