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Tratamento de Canal

O dente é constituído basicamente por coroa e raiz ou raízes. A coroa é a parte que fica fora da gengiva, podendo ser visualizada no ato do sorriso e a raiz ou raízes estão inseridas no osso da maxila ou mandíbula pelos ligamentos periodontais.
A coroa é composta por uma camada de proteção externa denominada esmalte dental, sendo suportada (internamente) por uma camada de dentina logo abaixo dela, ambas com o objetivo de proteger a polpa dental que é a estrutura que está na porção mais interna do dente (canal).
A polpa dental tem várias funções, dentre elas manter a vitalidade do dente, que pode ser ameaçada por agentes agressores externos, principalmente micro-organismos que habitam a cavidade bucal.
A principal doença causada por estes micro-organismos é a cárie dental, que basicamente é iniciada pela desmineralização do esmalte, promovendo cavitação do mesmo, abrindo portas para o desenvolvimento da cárie na estrutura dentinária que está logo abaixo do esmalte, como explicado acima.
A cárie deve ser removida e a cavidade deve ser restaurada o mais breve possível, afim de controlar a doença. Quando a doença cárie não é controlada, geralmente vai se propagando pela dentina e induzindo uma reação inflamatória da polpa dental, causada pelas bactérias.

Existem três modalidades de inflamação da polpa (canal):
1. Pulpite reversível;
2. Pulpite em fase de transição;
3. Pulpite irreversível.

A pulpite reversível é a inflamação da polpa que volta a sua normalidade após a causa desta inflamação ter sido removida (cárie ou trauma). O sintoma desta alteração pulpar geralmente só ocorre quando o dente é estimulado pela variação térmica, principalmente pelo frio/gelado e alimentos ácidos ou doces. Podemos concluir que diante de uma pulpite reversível, o profissional precisa ou remover a cárie, restaurar o dente, ou remover o trauma que está sendo causado no dente. Sendo assim haverá a cura da doença.

A pulpite em fase de transição é um estado entre a pulpite reversível e irreversível, onde o dente apresenta às vezes dor espontânea, às vezes dor provocada por algum estímulo frio/ gelado ou ao encostar um dente no outro, como nas pulpites reversíveis. Diante desta doença, o profissional deve avaliar clinicamente a real situação da polpa dental para realizar o tratamento, que pode ser apenas a remoção da cárie e restauração do dente ou o tratamento de canal propriamente dito.

A pulpite irreversível é o processo inflamatório da polpa dental (canal) mais avançado e mesmo removendo o agente causador/ agressor, a polpa não retorna mais as suas condições de normalidade. Esta inflamação é caracterizada por dor espontânea, latejante que geralmente irradia pela face, muitas vezes atingindo a região do ouvido. Nesta fase, a dor não é controlada pelos analgésicos. A conduta indicada para o controle desta inflamação é o tratamento de canal.

As inflamações da polpa muitas vezes podem não causar nenhum tipo de dor e provocar a necrose ou morte da polpa dental (canal). Se isto ocorrer, haverá a contaminação da polpa devido à presença de micro-organismos/ bactérias na cavidade bucal. Esta contaminação da parte interna do dente propicia a infecção do canal que pode causar doenças na região do osso ao redor da raiz. Esta doença pode causar grandes destruições ósseas, assim como inchaço e formação de pus (exudato). Diante da infecção dos canais o profissional deve realizar o tratamento de canal para controlar o processo infeccioso, criando condições favoráveis para o reparo das estruturas danificadas.

O tratamento de canal consiste, basicamente, em prevenir ou controlar o processo de infecção dos canais, permitindo assim a saúde dental e de suas estruturas adjacentes. Este tratamento consiste em acessar os canais, localizar e medir os canais, que atualmente é feito com o auxílio dos localizadores apicais (aparelho eletrônico específico para esta função com alto índice de precisão), diminuindo as radiografias que seria o método tradicional. A fase seguinte do tratamento é o preparo do canal, ou seja, ampliar e desinfetar o canal que atualmente é feito com motores elétricos que auxiliam o profissional a realizar o tratamento de forma mais rápida e eficiente. A fase final do tratamento de canal é a obturação/selamento, realizada com cones de guta-percha e cimentos específicos, objetivando preencher todos os espaços presentes no interior do dente, mantendo o processo de sanificação dos canais nos casos de infecção e evitar a infecção nos casos onde não havia contaminação.

O tratamento de canal é finalizado com a restauração do dente, que deve ser realizada o mais breve possível, com materiais que confiram estética e resistência.

O tratamento de canal apresenta atualmente um alto índice de sucesso, em torno de 90 a 95%, porém diante do insucesso, o profissional deve avaliar e indicar o retratamento do canal ou a cirurgia apical. O retratamento sempre é a primeira indicação, salvo nos casos onde o acesso ao canal é inviabilizado por pinos cimentados no canal ou próteses sobre estes pinos. Diante desta situação pode-se indicar a cirurgia perirradicular, que consiste em cortar a ponta da raiz e obturar a parte final da raiz que foi cortada. Para este procedimento temos que ter acesso através da gengiva e osso tanto da maxila nos dentes superiores, ou na mandíbula nos dentes inferiores. É importante relatar que este procedimento realizado depois de um retratamento tem seu índice de sucesso maior em comparação aos casos onde não foi feita a tentativa do retratamento antes. Atualmente, o índice das microcirurgias apicais apresenta um elevado índice de sucesso.

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